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PROJETO VIDA

1.1 Finalidade Estatutária da Instituição:

 

Art. 2º O Centro de Formação da Criança e do Adolescente de Igaraçu do Tietê – Projeto Vida tem por finalidade primordial:

I- atender gratuitamente crianças e adolescentes de 06 (seis) a 13(treze) anos e 11(onze) meses provenientes de famílias em situação de vulnerabilidade social;

II- prestar proteção à família, à infância e à adolescência;

III- desenvolver programas e ações socioeducativas;

Parágrafo único:excepcionalmente o Centro de Formação da Criança e do Adolescente de Igaraçu do Tietê – Projeto Vida atenderá adolescentes de 14 anos a 15 (quinze) anos e 11(onze) meses, a fim de participação em Programas de Erradicação do Trabalho Infantil.

 

1.2  Missão, Visão e Valores

·      Missão

 

Contribuir para a formação da criança e do adolescente em situação de vulnerabilidade, por meio de ações sociais, culturais e educacionais, garantindo a efetivação de seus direitos e exercício da cidadania.

 

 

·      Visão

 

Alcançar maior reconhecimento da sociedade, por meio do estabelecimento de novas parcerias e excelência nos serviços prestados.

 

·  Valores

 

Valorização do ser humano, responsabilidade, fé, comprometimento, companheirismo e ética.

 

 

1.3   Área de Atuação

 

Crianças/adolescentes e respectivas famílias em situação de vulnerabilidade social do município de Igaraçu do Tietê.

 

1.4   Capacidade de Atendimento

 

·      Capacidade instalada: 150 usuários

·      Usuários atendidos: 150 usuários

·      Usuários conveniados Federal: 125 usuários

 

1.  DESCRIÇÃO DO PLANO DE AÇÃO

1.1  Justificativa:

A instituição foi fundada em 04 de novembro de 1995 por um grupo de pessoas da comunidade da cidade de Igaraçu do Tietê, preocupados com o

bem estar de crianças e adolescentes que se encontravam em extrema pobreza, uniram-se a fim de realizar uma ação concreta, que não fosse um ato isolado e que em longo prazo causasse impacto nessa realidade. Estas pessoas acreditavam que todos somos responsáveis pelo mundo que nos cerca e pelas mudanças que gostaríamos que ocorressem nele em relação às desigualdades, à injustiça social e uma melhoria na qualidade de vida.

 Foi então realizada uma parceria com a prefeitura, cuja gestão também se atentava a este problema, e achava que com a participação direta da sociedade, o projeto teria maior credibilidade e envolvimento da cidade como um todo.  

Os integrantes da comunidade se ocuparam da pesquisa, levantamento de dados, recrutamento e entrevistas com as famílias das crianças e adolescentes. A prefeitura por sua vez, ficou responsável pelo pagamento de alguns funcionários, já o prédio, foi cedido por uma pessoa da comunidade, enquanto que o complemento financeiro seria arrecadado por meio de carnês, quando os sócios ofereceriam sua contribuição em dinheiro para o desenvolvimento do Projeto.

Foi criado um estatuto em 04 de novembro de 1995 e estabelecidos seus objetivos. Surgia então o Centro de Formação e Integração do Menor de Igaraçu do Tietê – Projeto Vida, instituição beneficente de Assistência Social, sem fins lucrativos.

Atualmente se apresenta com a razão social Centro de Formação da Criança e do Adolescente de Igaraçu do Tietê – Projeto Vida, tipificado no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), atendendo crianças e adolescentes de 6 à 13 anos e 11 meses, no período oposto ao escolar, sem distinção de credo, raça, etnia ou religião, provenientes de famílias em situação de vulnerabilidade social - evidenciada através das diversas expressões da questão social como: pobreza, fome, desemprego, exclusão social, uso e abuso de substâncias psicoativas, evasão/baixa frequência escolar, trabalho infantil, falta de higiene pessoal, falta de acesso à cultura, analfabetismo e semianalfabetíssimo.

A instituição encontra-se localizada em uma região estratégica do município, onde existe grande risco de vulnerabilidade social, além de nulo acesso a serviços públicos, a garantia e efetivação dos direitos sociais. Grande parte da demanda atendida por este projeto reside em bairros localizados na periferia da cidade, locais de altíssima pobreza, expostos ao tráfico e consumo de drogas, violências, crimes e furtos, sendo este ambiente repleto de influências negativas na vida de muitas crianças e adolescentes que presenciam e convivem nesta realidade.

O objetivo principal da instituição é propiciar atendimento a esses usuários de forma igualitária, quando os mesmos tenham oportunidade de desenvolvimento sadio e positivo, conforme preconiza o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), sendo-lhes garantidos os direitos como saúde, educação, alimentação, convivência familiar e comunitária, liberdade, livres de qualquer forma de opressão, negligência ou violação de direitos.

As ações visam o atendimento do usuário na totalidade e são propostas de acordo com a idade, com a finalidade de desenvolver habilidades específicas peculiares a cada fase do desenvolvimentoe potencialidades para a vida, e assim contribuir com a emancipação e efetivação dos direitos sociais de cada usuário.

 São levantadas informações através de avaliações semestrais aplicadas aos usuários (crianças, adolescentes e suas famílias), nas quais os mesmos apresentam suas expectativas e satisfação com relação aos serviços prestados e às atividades oferecidas. Tais informações apresentam subsídios para elaboração de novas propostas, buscando continuamente alcançar as perspectivas demostradas por estes.

As crianças, adolescentes e famílias assistidas totalizam um percentual significativo e relevante para a assiduidade dos serviços e atividades socioeducativas, esportivas e recreativas, artísticas e culturais, desenvolvida por meio de grupos, sendo edificadores e construtores no desenvolvimento pleno da cidadania.

 

1.2   Objetivos da Instituição:

Geral

Propiciar o atendimento a crianças e adolescentes inseridos na instituição, proveniente de família em situação de vulnerabilidade social, prevenindo a ocorrência de situações de risco pessoal e social, promovendo o desenvolvimento humano e consequentemente um aumento da qualidade de vida, visando assim, o incentivo a socialização e a convivência comunitária, motivação e troca de experiências entre os pares, fortalecendo o respeito, a solidariedade, os vínculos familiares e proteção social.

 

Específicos

 

·         Assegurar espaços de referência para o convívio grupal, comunitário e social e o desenvolvimento de relações de afetividade, solidariedade e respeito mútuo;

·         Complementar as ações da família, escola e comunidade na proteção e desenvolvimento de crianças e adolescentes e no fortalecimento dos vínculos familiares e sociais; e

·         Construir gradativamente um espaço de acolhimento dos usuários e melhorar as condições de vida das crianças e dos adolescentes, resgatando sua autoestima e valores pessoais e familiares.

·         Contribuir para a inserção, reinserção e permanência da criança/adolescente no sistema educacional.

·         Estimular a participação na vida pública do território e desenvolver competências para a compreensão crítica da realidade social e do mundo contemporâneo;

·         Favorecer o desenvolvimento de ações Inter geracionais e a Heterogeneidade na composição dos grupos;

·         Garantir a segurança de acolhida e de convívio aos usuários para ampliar trocas culturais e de vivências e desenvolver o sentimento de pertença e de identidade;

·         Possibilitar a ampliação do universo informacional, artístico e cultural das crianças e adolescentes, bem como estimular o desenvolvimento de potencialidades, habilidades, talentos e propiciar sua formação cidadã.

 

1.3    Trabalho Social Essencial ao Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos:

 

·         Abertura de prontuários e arquivamento de documentos;

·         Acolhida;

·         Atendimento e acompanhamento profissional;

·         Comunicação e defesa de direitos;

·         Desenvolvimento do convívio familiar e comunitário;

·         Elaboração de relatórios;

·         Encaminhamentos a equipe interdisciplinar da instituição e a rede Inter e socioassistencial;

·         Fortalecimento da função protetiva da família;

·         Grupos de convívio e fortalecimento de vínculos;

·         Informação; e

·         Levantamento e organização de banco de dados de usuários;

·         Mobilização e fortalecimento da rede socioassistencial de apoio;

·         Mobilização para a cidadania.

·         Orientação;

·         Triagem e entrevista;

·         Visita domiciliar inicial e de acompanhamento;

 

 2.4 Metas:

 

Para o ano de 2017:

 

·           Atender 150 crianças e adolescentes;

·           Desenvolver até 04 atividades[1] simultâneas, com 3 grupos divididos por idade;

 

·           Desenvolver semestralmente acompanhamento e avaliação das ações desenvolvidas;

·           Diariamente articulação e estreitamento com a rede Inter, socioassistencial e regional por meio de reuniões e mensagens eletrônicas (por e-mail), envolvendo empresas e Órgãos de proteção e garantia de direitos;

·           Disponibilizar diariamente espaço para leitura;

·           Elaborar mensalmente relatório de atividades e serviços, além de, controle de ações;

·           Elaborar, mediante a abertura de editais projetos para captação de recursos;

·           Mensalmente renovação de certificados de funcionamento da instituição;

·           Participar semestralmente de capacitações relacionadas aos conselhos municipais e outras de interesse da instituição;

·           Realizar 02 eventos (1º e 2º Semestre) artístico culturais;

·           Realizar anualmente a comemoração do aniversário da instituição entre facilitadores x usuários;

·           Realizar aproximadamente 06 eventos beneficentes para captação de recurso financeiro;

·           Realizar bimestralmente Fórum Juvenil;

·           Realizar e efetivar semanalmente encaminhamentos aos profissionais de áreas afins na rede socioassistencial e particular, quando necessário;

·           Realizar mensalmente a comemoração dos aniversariantes (crianças, adolescentes e funcionários);

·           Realizar mensalmente reuniões técnicas com a diretoria;

·           Realizar planejamentos semestrais das atividades oferecidas pelas oficinas;

·           Realizar plano de trabalho anual da instituição e dos serviços prestados (Serviço Social e Orientação Social);

·           Realizar quinzenalmente e mensalmente projetos de Intervenção com crianças, adolescentes e famílias (Serviço Social e Orientação Social);

·           Realizar semanalmente e conforme necessidade visitas domiciliares iniciais e de acompanhamento.

·           Realizar semanalmente orientação e monitoramento dos adolescentes inseridos em medidas socioeducativas de Prestação de Serviço à Comunidade (PSC) e mensalmente avaliação;

·           Realizar semanalmente reunião interdisciplinar com assistente social, orientadora social e diretoria administrativa;

·           Realizar semanalmente reuniões de equipe para discussão de casos e planejamento de ações;

·           Realizar semestralmente orientação, monitoramento e avaliação de Estágio Supervisionado;

·           Realizar sempre que necessário abertura e entrevista de processo seletivo, bem como, contratação de profissional conforme demanda;

·           Atender prestadores de serviços (gratuitos), provenientes das penas pecuniárias, oriundas de sentenças criminais, executadas pelo Justiça Federal da Comarca de Jaú/SP; e

·           Realizar sempre que necessários passeios artísticos-culturais, bem como comemorações diversas (Carnaval, Festa Julina, entre outros.).

 

2.5 Operacionalização das atividades e serviços:

2.5.1 Metodologia:

 

            Para o ano de 2017 os grupos serão compostos por crianças e adolescentes de ambos os sexos e divididos por idade:

 

·         06 a 08 – Grupo 1 (manhã/tarde)

·         09 a 11 – Grupo 2 (manhã/tarde)

·         12 a 14 – Grupo 3  (manhã/tarde)

 

 Estes grupos farão rodízio para participarem das oficinas existentes na instituição, cada oficina tem um facilitador com atribuições específicas.

            Esta metodologia de trabalho promove a interação dos usuários do serviço entre si e com os facilitadores de oficinas, propiciando atividades adequadas à idade dos mesmos.

Portanto, serão executadas atividades decorrentes de cinco oficinas e outros serviços que trabalharão a criança/ adolescente na sua totalidade, baseando-se no desenvolvimento integral, fortalecimento de vínculos familiares e comunitários, melhora no convívio grupal, afetividade, solidariedade, respeito mútuo, ampliação do universo informacional, artístico, cultural e social, além do, desenvolvimento de potencialidades, habilidades e talentos, e fortalecimento do protagonismo e formação cidadã.

Todo este trabalho é fundamentado na metodologia de Paulo Freire, Edgar Morin, Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais – aprovada por meio da Resolução nº 109, de 11 de novembro de 2009, Orientações Técnicas para o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), os quais norteão diretrizes e embasam de forma totalitária todos os valores e princípios das ações desenvolvidas pelo Projeto Vida.

Baseado no princípio da totalidade e do trabalho em rede, o atendimento a demanda inscrita em lista de espera da instituição, priorizará a inserção dos irmãos das crianças e adolescentes atendidos na instituição e membros de famílias atendidas pelo Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do Município, e, posteriormente aqueles advindos do Conselho Tutelar, CEMEI’S e de outros Órgãos do município em geral. A inserção de usuários na instituição ocorrerá mediante lista de espera interna, encaminhamentos da rede Inter e socioassistencial - autoridade judicial, escolas municipais, estaduais, entre outros. Estes serão submetidos à triagem, com entrevista social, a fim de ser confirmada a elegibilidade. Consideramos como critério básico de atendimento, a frequência regular na escola, caso contrário, será realizado contra referência, valendo-se esta informação para rede Inter e socioassistencial. 

            Para atendimento de qualidade à população usuária, os profissionais buscarão aprimoramento de alguns instrumentais: reuniões, atendimentos individuais e coletivos, acompanhamentos, visitas domiciliares e outros.

A instituição respaldara-se nos princípios da Politica Nacional de Assistência Social (PNAS/2004), que tem por direção o desenvolvimento humano e social e os direitos de cidadania, sendo:

·         Matricialidade sócio familiar;

·         Territorialidade;

·         Proteção pró ativa;

·         Integração da seguridade social; e

·         Integração às políticas sociais e econômicas.

Além de, assegurar intensivamente as garantias dos usuários, através da:

·         Segurança de Acolhida;

·         Segurança do convívio familiar e comunitário;

·         Segurança de desenvolvimento da autonomia;

·         Segurança de renda; e

·         Segurança da autonomia e sobrevivência a riscos circunstanciais.

 

2.5.2 Atividades e Serviços Prestados:

 

O Projeto Vida realiza atendimentos de segunda a sexta – feira das 7h45 às 16h45. Para as crianças/adolescentes são oferecidos alimentação e transporte. A alimentação segue cardápio elaborado por nutricionista da Prefeitura Municipal, sendo composto por café da manhã, almoço e café da tarde, complementado através de convênios Estaduais e Federais. Uma vez ao mês é elaborado um cardápio diferenciado e bolo de aniversariantes. A instituição conta com o apoio da Prefeitura Municipal que disponibiliza transporte diário.

As atividades desenvolvidas visam atendimento dos usuários na totalidade. Sendo propostas de acordo com a idade e têm a finalidade de trabalhar as habilidades específicas peculiares a cada fase de desenvolvimento. Destacam-se as oficinas abaixo:

 

·                    Inclusão Digital

 

A finalidade desta oficina é promover a Inclusão Digital de crianças, adolescentes e famílias atendidas, utilizando-se de tecnologias da informação como instrumento de construção e interação entre educação, tecnologia e cidadania. Além disso, contribui no pensar e agir, possibilitando aprendizagem, extremamente importante para o desenvolvimento do ser humano.

 

·      Jogarte:

 

Auxilia no desenvolvimento das crianças e adolescentes, através da expressão corporal juntamente com a prática esportiva, brincadeiras, construção de jogos, jogos de tabuleiro e jogos em geral, os usuários expressam seus sentimentos, e em grupos os mesmos aprendem a ganhar e perder, a comunicarem-se melhor uns com os outros, a melhor se conhecer e conhecer seu próprio corpo, a enfrentar barreiras e descobrirem os seus próprios limites.

A importância desta oficina está atrelada ao desenvolvimento físico, mental, social e motor dos participantes, promovendo autoestima elevada, e posteriormente bem estar. Características estas que agem positivamente no desenvolvimento das crianças e adolescentes.

 

 

·      Música:[2]

 

Promover a integração das crianças e adolescentes, oportunizando a expressão de sensações, sentimentos e pensamentos, ampliando assim seu conhecimento de mundo, além de proporcionar uma educação que favoreça o desenvolvimento integral da pessoa humana independentemente dos limites apresentados por diferentes fatores, bem como, oferecer às mesmas, um espaço alternativo que lhes permita elevar ao máximo suas potencialidades e a superação de seus limites.

 

·      Teatro:

 

Por muitos, ainda, as vivências artísticas, neste caso teatral, e seus benefícios, são desconhecidos. Acredita-se que a linguagem teatral tem muito a acrescentar à sociedade, seja em aspectos artístico-culturais ou sociais.

Buscando apresentar a prática do fazer teatral, visa-se à integração e a socialização dos participantes com seu meio circundante, estimulando o desenvolvimento pessoal e coletivo, humano e artístico dos usuários. A cultura é um cenário onde vidas ganham significado, a partir da valorização das identidades, diferenças, singularidades e direitos.

Trabalhar com o teatro como ferramenta aliada as propostas do Serviço de Convivência e Fortalecimentos de Vínculos (SCFV) inclui uma série de vantagens obtidas, não apenas possibilitando aos usuários assistirem às peças, mas representá-las.

O Teatro proporciona ao usuário o ensejo de valorizar-se, de integrar-se harmoniosamente a um grupo, aumentando o senso de responsabilidade. O sucesso do trabalho ocorre devido à soma dos esforços de todo o conjunto. É o momento em que ocorre o desenvolvimento de cada um e do grupo, fundamentado na complementaridade das diferenças.

O exercício teatral ensina aos usuários a aprenderem com a diversidade, pois somente assim é que pode ocorrer a construção do conhecimento do sujeito.

O teatro traz em si a possibilidade de retomar o valor dado à experiência, à memória e ao compartilhamento. Complementarmente dialoga com a sociedade atual, habituada a estímulos múltiplos, e apresenta: histórias contadas por focos diversos, que não buscam o acordo ou a síntese; a sugestão de situações ou acontecimentos que sejam completados pela imaginação do público; e a agregação de variadas linguagens artísticas e estéticas teatrais.

 

vAções Complementares (Internas):

 

Através de projetos internos são realizadas abordagens para formação e desenvolvimento do usuário. Os projetos visam trabalhar o indivíduo em sua totalidade, dando ênfase a novas formas e possibilidades de visualizar o mundo ao seu redor.

     Os temas trabalhados são:

·      Janeiro: Projeto Jogos e Brincadeiras

·      Fevereiro: Projeto Carnaval: Arte, cultura e lazer;

·      Junho: Festa Junina

·      Outubro: Projeto Semana da Criança;

·      Dezembro: Projeto Vamos comemorar juntos;

·      Janeiro à Dezembro: Projeto Aniversário Feliz – comemoração dos aniversariantes uma vez ao mês; e

·      Bimestralmente o Fórum Juvenil: O fórum foi criado pela equipe do Projeto Vida, objetivando proporcionar, um espaço de trocas de ideias, criatividade, criticidade, sugestões e avaliação das ações durante o mês, além de que será um momento de oportunizarmos a participação cidadã e o direito a voz, com vistas ao protagonismo juvenil.

 

vProjetos de Intervenção e Extensão (Internos):[3]

 

*      Execução das oficinas:

 

·      Companhia de Artes – Vivências Artísticas

 

O projeto “Vivências Artísticas” consiste em promover experiências a partir das linguagens artísticas existentes na instituição, buscando o aprofundamento dos conteúdos futuros e já visitados ao longo dos anos.  As oficinas objetivam a produção cultural e posteriormente a fundação de uma companhia de artes, composta por crianças e adolescentes inseridos na instituição e usuários que já foram matriculados no Projeto Vida. Esse projeto interventivo ocorrerá às sextas feiras no período oposto ao escolar. O mesmo será organizado e disposto de modo que não venha interferir na oficina de Jogarte.

 

*      Efetuação dos serviços:

 

Desenvolvidos pela Assistente Social e Orientadora Social quinzenalmente e mensalmente, com grupos de crianças, adolescentes e familiares, a fim de trabalhar ações que visem o fortalecimento de vínculos, novas informações e conhecimentos e oportunidades de reflexão sobre o território de vivência.

Também são desenvolvidas ações com a rede Inter setorial e socioassistencial, para fortalecer laços e efetivar o trabalho em rede articulado e organizado no município. Os projetos a serem desenvolvidos são:

 

·        Projeto Fortalecendo Alianças na Educação

 

Realizado semanalmente, com objetivo de firmar novas parcerias com as escolas municipais, estaduais e particulares e secretaria municipal de educação que atendem a mesma parcela de usuários atendidos pela entidade. Este proporciona uma relação horizontal entre ambas as partes, a fim de minimizar questões relacionadas a aprendizagem, convívio social e evasão escolar.

 

·         Projeto Cidadania – Valores Éticos e Morais

 

Este projeto tem como objetivo, proporcionar aos usuários condições para que eles conscientizem-se da necessidade de respeito entre todos através do reconhecimento, da aplicação dos direitos e deveres de cada um, formando valores éticos e morais para o exercício da cidadania e cumprindo assim, com o maior papel da instituição: favorecer uma aprendizagem realmente significativa na formação de seres humanos mais conscientes, participativos e responsáveis no convívio social.

·       Projeto Família Contemporânea

 

O objetivo do referido projeto é estimular a participação dos responsáveis/cuidadores das crianças e adolescentes nas ações da instituição, buscando fortalecer os vínculos familiares, institucionais e laços afetivos, o qual será realizado mensalmente no período noturno, quando cada mês os profissionais abordarão temas relevantes às famílias e que possam servir para trocas de experiências e vivencias entre os participantes, serão utilizados métodos lúdicos como dinâmicas, trabalhos em grupos menores, tendo em vista a facilidade para exposição de questões individuais e a confiança a ser estabelecida pelo grupo. O mesmo será desenvolvido pela assistente social.

A instituição dispõe de outros serviços, dentre eles: Serviço Social, Orientação Social, entre outros, que oferecem:

 

·      Serviço Social:

 

Este desenvolverá as ações pertinentes aos critérios técnicos e princípios metodológicos dessa profissão. Na instituição tem como objetivo contribuir com a prevenção de riscos e formas de violação de direitos das crianças, dos adolescentes e das famílias atendidas, favorecendo a superação, fortalecimento dos vínculos e defesa de direitos sociais.

A prática profissional do Serviço Social com famílias requer formas de atendimento eficaz e efetivo, para isso a finalidade deste serviço na instituição, concentra-se na política pública de assistência social, utilizando o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), pautado na Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais e Política Nacional de Assistência Social (PNAS), propondo levantamento de dados estatísticos: quantitativos e qualitativos, através de estudo socioeconômico, para conhecimento das questões sociais e econômicas, a partir disso, são possíveis identificar o perfil e necessidades das famílias e; traçar um plano de intervenção que indique as possibilidades de resolução.

Cabe ressaltar, que segundo Iamamoto (1997), o trabalho do Serviço Social é pautado no instrumental técnico-operativo[4], que não compreende apenas o arsenal de técnicas utilizadas para a efetivação do serviço, mas também o arsenal teórico-metodológico[5].

Concorda-se com a autora e acrescenta-se que utilizando esses instrumentos é possível fazer uma síntese para acompanhamento (após identificação das dificuldades, levantar ações de cuidado com a família, que buscam atingir a autonomia do grupo familiar e reconhecimento dos recursos existentes na rede municipal e na própria família), visto que o acompanhamento familiar é contínuo e sistemático, havendo prazo para encerramento. Necessário também um termo de compromisso que mostre a responsabilidade da família em comparecer no acompanhamento.

É formidável aprender a realidade numa perspectiva de totalidade e construir mediações para as situações postas, robustecendo a concretização do projeto ético político da profissão.

Destaca-se que o trabalho ocorre por meio de ações com a rede Inter setorial, socioassistencial e regional (envolvimento com as diferentes áreas), restringindo a troca de informações sobre o público atendido e território vivido. Providenciando também documentos pessoais, informações previdenciárias e de benefícios socioassistenciais.

Salienta-se também que os casos urgentes e emergenciais terão prioridade, haja vista que todos têm a vaga garantida no serviço conforme necessidade, o que não é de cunho da instituição é realizado encaminhamento para a rede/município.

 

Orientação Social:

 

Énotável que uma enorme parcela de crianças e adolescentesapresentam dificuldades de aprendizagem, sentindo-se inferiores por não acompanharem o ritmo da turma, seja na escola ou no Projeto Vida, esses tipos de dificuldades muitas vezes provenientes de fatores organicos, emocionais, traumas, bloqueios, faltas escolares e devido novas configurações familiares, o que vem prejudicar o rendimento em seu processo de ensino aprendizagem, vale ressaltar que as escolas estão com salas superlotadas e a rede municipal com uma demanda muito grande de atendimentos em salas de recurso, e esses usuários necessitam de um acompanhamento mais individualizado com ações que possam atender suas reais necessidades a fim de evoluirem para acompanharem o rendimento nas atuações escolares e sociais.

 No entanto, é com esse proposito que o Orientador Social realizará projetos, a fim de minimizar essas defasagens citadas anteriormente, planejando, organizando e executando as ações socioeducativas, especialmente os encontros de cada coletivo, bem como integrar por meio de parceria com as redes de ensino, secretaria da educação, famílias e demais facilitadores de oficinas, por meio do planejamento geral do serviço, articulando e integrando todas as atuações e contribuindo ainda para a criação de um ambiente socioeducativo, participativo e democrático.

Tendo como objetivo ainda: planejar, organizar e executar as ações socioculturais, especialmente os encontros de cada coletivo, bem como integrar os demais profissionais da equipe ao planejamento geral do serviço sociocultural, articulando e integrando todas as ações, realizar ações cotidianas, que se faça presente e compromissado nas relações com os usuários do serviço, estabelecendo e desenvolvendo os vínculos estando permanentemente disposto a refletir sobre o seu trabalho e a melhorar constantemente o seu desempenho.

Abertura ao diálogo, reciprocidade e compromisso são características fundamentais no acompanhamento das ações e vivências cotidianas. Deve valorizar as potencialidades dos usuários e do coletivo, incentivando e mobilizando-os para a participação.

Contribuir para o fortalecimento dos vínculos, identificando situações-problemas, posicionando-se diante delas e mediando eventuais conflitos.Acolhendo os usuários do serviço, proporcionando-os a oportunidade de sentir, pensar e agir livremente, estabelecendo relação interpessoal entre os pares e os colaboradores, impulsionando o processo sociocultural, propiciando nas crianças e adolescentes experiências e conhecimentos, de forma que possa desenvolver suas próprias ideias e caminhos de atuação.

 

2.5.3 Atividade Complementar:

 

·           Encaminhamento médico preventivo e/ou urgência;

·           Encaminhamento para atendimento odontológico;

·           Encaminhamento para psicoterapia e tratamentos;

·           Exames médicos – laboratoriais;

·           Acompanhamento escolar através de frequência, relatórios comportamentais emitidos pela unidade escolar e avaliações gerais dos grupos desenvolvidos;

·           Encaminhamento para a rede socioassistencial e profissionais da área necessária/ conselhos tutelares/ fóruns/ CRAS/ Órgão Gestor.

 

2.5.4 Periodicidade:

 

*      Manhã: Em média serão atendidas 76 crianças/adolescentes

7h45 às 8h15: Café da manhã

8h20 às 8h30: Escovação

8h30 às 10h50: Atividade

10h50 às 11h10: Almoço

11h15: Saída da instituição.

 

*      Tarde: Em média serão atendidas 75 crianças/adolescentes

 

13h30 às 13h50: Almoço

13h50 às 14h: Escovação

14h às 15h50: Atividade 1

15h50 às 16h15: Café da Tarde

16h15: Saída da instituição.

 



[1] Foram enviados diversos projetos para captação de recursos, a fim de incluir mais uma atividade (oficina de música). Caso sejam aprovados haverá modificação no quadro de grupos, podendo assim desenvolver até cinco atividades.

[2] Projeto de Patrocínio – Voluntários BB FIA 2015, aprovada a proposta em 2016 para um ano de execução. As oficinas citadas acimas, elaborarão planejamento de forma a integrarem as linguagens, e alcançar o resultado esperado.

[3] Os projetos de intervenção e extensão são passíveis de execução, tendo em vista, que alguns dependem da deliberação de recursos dos convênios e destinação do imposto de renda pessoa física e jurídica.

[4]Entre os diversos, se sobressai na prática o acolhimento, encaminhamento, atendimento, visita domiciliar, estudo social, parecer social, relatórios e acompanhamento, mobilização e fortalecimento da rede socioassistencial, compreendido que os instrumentos entrevista, grupos de convivência e registro nos prontuários são adaptados aos objetivos do Serviço Social, entretanto não é especifico da área.

[5]É o conhecimento, esse possibilita o decifrar da realidade e nortear o trabalho a ser realizado, associando a prática e a teoria assiduamente.